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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Rodrigo Leão encanta Estoril



A noite de sexta-feira não poderia ter corrido melhor a Rodrigo Leão e ao seu Cinema Ensemble, tendo no Casino Estoril em fundo a Sinfonieta de Lisboa e pela frente uma plateia sem mesas, atenta e incondicional do ex-músico dos Madredeus, que revelou o seu novo disco, ‘A Mãe’.
A música de Rodrigo Leão apresenta a serenidade da alma portuguesa com um toque de nostalgia do passado e um cosmopolitismo que, inevitavelmente, a transporta para o futuro.


Cada vez mais apostado na internacionalização, tem coleccionado êxitos que, ao longo dos anos, lhe asseguraram uma trajectória consistente, segura e de inquestionável qualidade.

A acompanhar o músico-compositor, nos teclados do lado esquerdo do palco, colocaram-se em semicírculo a acordeonista-cantora Celina da Piedade, a violinista Viviena Tupikova, o viola Bruno Silva, o violoncelista Marco Pereira, o guitarrista Luís Aires e o baterista Luís San Payo.


CONVIDADOS ESTRANGEIROS


No centro ficou a cantora Ana Vieira, que, com o seu fio de voz doce e cativante e uma enorme discrição cénica, coroava o conjunto todo vestido de negro que apenas destoou com as presenças do empolgado cantor inglês Stuart Staples (dos Tindersticks) e do ‘boémio’ argentino Daniel Melingo. Faltou à chamada no Casino Estoril Neil Hannon, dos Divine Comedy, que também deu o seu contributo ao disco ‘A Mãe’ – homenagem de Rodrigo Leão à progenitora, que morreu recentemente.


Entre valsas e tangos, música mais ou menos ‘sinfónica’ cantada em português, francês, inglês, castelhano e russo, e temas com um toque mais popular, mas todos primando pela sofisticação, a actuação não criou rupturas nem incendiou a sala. No entanto, temas como ‘Vida Tão Estranha’, ‘Voltar’ e ‘Pasión’ (que encerrou o concerto) fizeram com que o público, que esgotou o Salão Preto e Prata, saísse reconfortado e com os espíritos bem ao alto

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