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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Culto do Bandido enche São Jorge



Há muito que Manel Cruz não tocava em Lisboa e por isso a expectativa era muita na terça-feira no lotado São Jorge. Acompanhado por um quarteto de músicos, o ex-Ornatos Violeta mostrou que o projecto ‘Foge Foge Bandido’ é um caso singular em Portugal.


Não se rende ou limita às canções pop e alimenta-se de interlúdios, delírios psicadélicos – sublinhados pelo desenho de luzes –, ambientes e até devaneios irónicos em torno do futebol em ‘Terceira Divisão’. Em palco, o ‘bandido’ goza de uma liberdade imensa. Instrumentos convencionais conviveram com ‘brinquedos’ electrónicos e outros, como o violino, o órgão ou a harmónica. A música, porém, tem o encanto das coisas artesanais em ‘O Amor Dá-me Tesão’ ou ‘Não Fui Eu que Estraguei’.


Antítese da estrela pop, Manel Cruz é um artista de culto – não há muitos a fazerem o que lhes dá na real gana criativa –, e só assim se percebe a eufórica reacção do público quando voltou ao palco para os ‘encores’.


Para trás tinham ficado momentos empolgantes (‘Canal Zero’, ‘Mau Hálito’ e ‘Tirem o Macaco da Prisão’, em registo western-spaghetti/música popular portuguesa.
Amanhã toca em casa, no Porto (Teatro Sá da Bandeira, 22h00).

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