Depois da ‘maré negra’ de 40 mil fãs de heavy metal no primeiro dia do Optimus Alive, o recinto do festival no Passeio Marítimo de Algés respirou ontem mais calmo.
À hora do fecho desta edição, os Placebo tinham apenas cerca de 20 mil "irmãos e irmãs, damas e cavalheiros" concentrados junto ao palco principal, muitos ainda à espera de ouvir The Prodigy.
Antes das principais atracções, os Blasted Mechanism, acabados de chegar do México e sem sintomas de gripe A, foram os primeiros a ‘contagiar’ a plateia.
À hora do fecho desta edição, os Placebo tinham apenas cerca de 20 mil "irmãos e irmãs, damas e cavalheiros" concentrados junto ao palco principal, muitos ainda à espera de ouvir The Prodigy.
Antes das principais atracções, os Blasted Mechanism, acabados de chegar do México e sem sintomas de gripe A, foram os primeiros a ‘contagiar’ a plateia.
Com novo visual e um novo álbum para mostrar, a banda nacional ludibriou a tentação promocional e apresentou um alinhamento em que os êxitos mais antigos caíram que nem ginjas. Ofereceram um espectáculo interessante de seguir e visualmente sedutor, numa boa demonstração do ‘tuga power’, como lançou o vocalista da banda.
No arranque do segundo dia do ‘Alive!’ estiveram Os Pontos Negros e os norte-americanos Eagles of Death Metal, que destilaram o seu rock‘n’roll para pouco mais de quatro mil fãs. Circulava--se com um à-vontade invulgar pelo recinto e descobria-se ‘actos’ verdadeiramente interessantes, como os John Is Gone, no Palco Super Bock.
Também ‘vítimas’ da menor afluência registada no segundo dia do Optimus Alive foram The Kooks, cujas canções só a espaços encontraram eco e conseguiram cativar a atenção. Bons pormenores técnicos, no entanto insuficientes, porém, para contaminar os poucos milhares que lograram desafiar outros apetites.
Hoje espera-se maior afluência num dia de encerramento em que a energia dos norte-americanos The Black Eyed Peas se junta à Dave Matthews Band e a Chris Cornell, muito embora também seja possível ouvir no palco principal o rapper português Boss AC.
"CELEBRAÇÃO DA MÚSICA PESADA" DOS METALLICA TERMINA PRIMEIRO DIA
Os Metallica encerraram da melhor forma o primeiro dia do Optimus Alive, com "uma celebração da música pesada", nas palavras de James Hetfield. Ao longo de duas horas, o quarteto brindou os fãs com uma lição de trash metal.
O público respondeu à altura e, no final, foi a custo que os Metallica abandonaram o palco. O baterista Lars Ulrich lembrou mesmo que era o terceiro ano consecutivo que tocavam em Lisboa e que aquele tinha sido o melhor concerto da digressão. "Voltaremos em breve", prometeu. O baixista Robert Trujillo lançou ainda, em português: "Seus grandes malucos!"
A despedida foi emocionante, ao som de um portentoso ‘Sick & Destroy’ entoado pelos 40 mil que foram a Algés na quinta-feira.
A despedida foi emocionante, ao som de um portentoso ‘Sick & Destroy’ entoado pelos 40 mil que foram a Algés na quinta-feira.
FESTIVALEIROS DE TODO O MUNDO
No rescaldo do primeiro dia do Optimus Alive, os festivaleiros estavam contentes com o que tinham visto e ouvido na noite anterior. No parque de campismo do festival, em Monsanto, jovens de todo o Mundo, mas sobretudo espanhóis, preparavam mais uma recepção aos artistas nacionais e estrangeiros. Os campistas elogiaram os espaços do festival e de campismo mas alguns queixaram-se por só haver cerveja no recinto.
OPTIMUS ALIVE
CARTAZ DE HOJE
PALCO OPTIMUS
Dave Matthews Band 00h00 - The Black Eyed Peas 22h45 - Chris Cornell 20h30 - Ayo 19h00
Boss AC 17h30
PALCO SUPER BOCK
Deadmaus 02h30 - Ghostland Observatory 01h00 - Lykke Li 23h40 - Autokratz 22h30 - Trouble Andrew 21h10 - Los Campesinos! 19h40 - A Silent Film - 18h15 X-Wife 17h00
Homens da Luta:
Jel e Falâncio continuaram a espalhar humor pelo festival, acompanhados por jovens vestidas de coelhinhas da ‘Playboy’

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