– Como correu a gravação do disco ‘Boato’?
JP Simões – Muito bem. Foi uma opção repentina transformar o espectáculo em disco, mas contei com o Paulo Abelha e o João Eleutério, que armadilharam o Jardim de Inverno do São Luiz. A qualidade do som ficou excelente, como no concerto, e fiquei muito contente.

– Como foi a escolha dos temas?
– O alinhamento é abrangente, com temas de projectos em que participei, uma mistura de antologias e inéditos, alguns guardados no baú. É um disco muito frágil, as canções no seu mínimo.
– Costuma mostrar o que está a compor?
– Gosto de aparecer com canções feitas; apresentá-las inacabadas é ter só ‘meia conversa’. Mas pode acontecer que um tema se altere no contacto com a banda.
– Qual é o futuro de outros seus projectos, como o Quinteto Tati e os Pop Dell’Arte?
– Não consigo imaginar uma situação que justifique juntar quem já teve o seu tempo de trabalho e união. É improvável que aconteça, as pessoas seguiram com outros trabalhos. Se houver um motivo especial, quem sabe.
– O que mais gostaria de fazer?
– Não acho que tenha feito as canções todas, sinto que o melhor está para vir. Ambiciono escrever com mais qualidade e viver satisfeito com o que faço.
– Como serão os espectáculos de apresentação do disco?
– Fiéis ao da noite da gravação. Não fazia sentido tocar com uma grande banda. Quem sabe no futuro...
PERFIL
JP Simões – Nasceu em Coimbra em 1970 e passou por bandas como os Belle Chase Hotel, Quinteto Tati e Pop Dell’Arte. ‘Boato’ sucede a ‘1970’, outro disco a solo.

0 comentários:
Enviar um comentário